• Levi Soares

Afinal, terapia on-line é eficaz?



Em um texto anterior explicamos ao leitor como funcionam os atendimentos on-line, ou a distância. Uma dúvida, contudo, ainda fica no ar: a terapia on-line realmente funciona? Existe comprovação de sua eficácia e de seus resultados?


A resposta para todas estas perguntas é sim. Diversos estudos científicos conduzidos em várias partes do mundo apontam que a terapia on-line é bastante benéfica e efetiva em termos de saúde mental. Esta eficácia é comprovada através de pesquisas conduzidas com grandes grupos e ao longo de um tempo considerável para que fossem analisados os resultados do processo.


Estes estudos concordam que os atendimentos on-line são capazes de desenvolver a principal parte do processo: a relação terapêutica, isto é, o vínculo que se desenvolve entre psicólogo e paciente. Esta relação é, na verdade, o principal motor do processo, favorecendo um campo fértil para mudanças e melhoras.


Diversos pesquisadores chegaram à conclusão que a terapia on-line possui uma eficácia similar ao acompanhamento presencial em diversos casos, como em pacientes com depressão, síndrome do pânico, transtorno de ansiedade generalizada, dentre outros. Além disto, outros estudos apontam que a terapia on-line é capaz de alcançar ótimos resultados no desenvolvimento de habilidades sociais, autoconfiança, dentre outras características (ANDREWS et al, 2018).


Obviamente, alguns mais “conservadores” preferirão a boa e velha poltrona (ou o divã); principalmente aqueles pacientes que já tiveram contato com a terapia presencial. Eles costumam ter uma certa desconfiança e até mesmo duvidar da eficácia dos atendimentos on-line. Porém, a situação as vezes os convida a novas experiências.


Um caso bem comum é quando determinado paciente precisa se mudar para uma outra cidade ou região. Neste caso, ele pode optar pela terapia on-line, justamente para não ter que recomeçar o seu processo com um outro profissional.


Cabe, portanto, destacar os principais pontos positivos e negativos da terapia-online. Primeiramente, vamos aos aspectos benéficos:


  • Facilidade de acesso para pessoas que moral em locais distantes ou que possuem dificuldades de locomoção.

  • O custo financeiro de atendimentos on-line pode ser mais vantajoso em alguns casos.

  • O agendamento de consultas costuma ser mais flexível tanto para o terapeuta quanto para o paciente.

  • Os atendimentos tem uma eficácia e uma condução equivalente aos atendimentos presenciais.

  • Os pacientes tem maior sigilo e privacidade, já que não precisam comparecer a um consultório nem mesmo encontrar outras pessoas numa sala de espera.

  • Pode ser mais fácil para alguns pacientes compartilhar determinadas experiências ou informações num atendimento on-line.

  • Acaba sendo uma boa saída para pessoas que moram em cidades muito pequenas e que prezam por seu sigilo e privacidade, ou mesmo para pessoas que moram em locais onde não existe um serviço de psicologia adequado para suas demandas.

  • Alguns transtornos, como síndrome do pânico, que geram dificuldades para que determinados pacientes saiam de casa encontram uma boa solução para acompanhamento nos atendimentos on-line.

  • Pessoas acamadas, com dificuldades de locomoção, dentre outras questões encontram uma boa alternativa na terapia-on-line.

  • Estudos científicos constatam que os atendimentos on-line demanda menos tempo dos terapeutas (eliminando por exemplo a locomoção a um consultório), o que significa que estes profissionais podem oferecer tratamento para mais pacientes on-line do que poderiam ofertar em atendimentos presenciais.





Já os pontos negativos são os seguintes:


Determinados casos são contraindicados para atendimentos on-line por requererem maior atenção e proximidade, como por exemplo, pacientes com comportamentos suicidas ou psicóticos.

Sem a interação presencial, alguns aspectos acabam sendo perdidos, como determinadas expressões corporais que podem auxiliar na condução do processo.

Alguns problemas técnicos podem interferir no tratamento, como por exemplo o congelamento de imagens na chamada, problemas de conexão com a internet ou mesmo dificuldade de alguns pacientes, como idosos por exemplo, com o uso de tecnologias.

Alguns pacientes podem encontrar dificuldades em se adaptar aos atendimentos on-line por diversas razões.

Pode ser difícil para o profissional intervir em determinadas crises, onde a situação do paciente costuma ser mais grave. Isto, contudo, está muito ligado à experiência do psicólogo em questão.

É importante lembrar que muitas pessoas na internet oferecem soluções para ansiedade, depressão e outros problemas sem, contudo, estarem habilitados a realizar processos psicoterapêuticos. É importante então realizar uma busca no site do Conselho Federal de Psicologia para checar os profissionais habilitados e capacitados para este tipo de atendimento.


Para isto, basta acessar o site https://e-psi.cfp.org.br/psicologas-cadastradas/ e inserir o nome do profissional. Caso o mesmo conste na lista, trata-se de um psicólogo apto a conduzir uma psicoterapia on-line.





Desconfie de anúncios sensacionalistas, de promessas sedutoras ou de preços muito abaixo do praticado. Lembre-se dos riscos para seu sigilo, privacidade e para sua saúde mental ao procurar pessoas que não estão capacitadas para ofertar serviços de psicologia. Determinados sites e pessoas podem não resguardar suas informações, o que é garantido por psicólogos através do código de ética (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, 2005)


Caso tenha se sentido interessado em iniciar um processo de terapia on-line, podemos te ajudar! Clique aqui para conversar conosco e saber mais sobre nossos atendimentos e disponibilidade. Estamos aqui para você!

Referências

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de Ética Profissional do Psicólogo. Brasília: Conselho Federal de Psicologia, 2005.

ANDREWS, Gavin et al. Computer therapy for the anxiety and depression disorders is effective, acceptable and pratical health care: An update meta-analysis. Journal of Anxiety Disorders. Amsterdam, v. 55, p. 70-78, Apr. 2018.

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